consciência social


Nas grandes empresas, é comum a existência de uma política de responsabilidade social. Entretanto, responsabilidade é vocação; não é obrigação. As empresas precisam desenvolver a consciência social; elas precisam se sentir responsáveis pelo social.

A obrigação social é algo que a empresa pratica por se sentir obrigada a atender a uma demanda da sociedade de interesse coletivo e, portanto, o faz objetivando, geralmente, resultados diretos na área de marketing e/ou na área motivacional e, caso eles não sejam alcançados, não haverá qualquer compromisso com a continuidade das ações. Ao passo que, a consciência social induz a que a empresa promova estas ações por se sentir responsável pela sociedade, por se sentir parte dela, e, portanto, é algo que ela buscará fazer de forma sustentada e apenas pela satisfação de fazer.

Consciência é a percepção do contexto. As empresas precisam ver o mundo sobre a ótica do próximo; precisam despertar a consciência para as necessidades dos demais componentes do mundo em que vive: funcionários, comunidade, instituições, outras empresas, humanidade e meio ambiente. Os administradores precisam deixar de subordinar o interesse das pessoas aos interesses das empresas, esquecendo-se que estas são constituídas por pessoas e para pessoas, que elas são um meio e não um fim em si mesmas. E isto deve começar em casa, pois uma empresa que não tenha consciência das necessidades de seus funcionários, não tem consciência social, pois esta, por facilidade, evolui do próximo para o distante.

Adicionalmente, as pessoas não podem ser obrigadas a ter uma moral para o local de trabalho e outra diferente/conflitante para a vida em família ou sociedade, pois isso dificulta a evolução e gera sofrimento. O crescimento das empresas só é saudável/sustentável quando:

  • Resulta, também, no crescimento das pessoas ligadas direta ou indiretamente a elas;

  • Os valores morais da empresa são compatíveis com os da sociedade onde ela está inserida.